Monday, September 26, 2011

O maior nocturno da minha vida...

Esta aventura começou em 2009, com diversas tentativas falhadas pelos mais diversos motivos...

Assim de repente estavamos em 2011... e ir a Fátima de bicicleta, só através das histórias dos outros!

A título de brincadeira, eu e o Bruno, fomos falando... e meio a sério, meio a brincar a coisa foi ficando alinhavada.

O primeiro passo foi criar um evento no Facebook:


Depois toca a convidar os potencias candidatos e os respectivos apoios... sim, porque para lá chegarmos, no mínimo, precisávamos de ter alguém à nossa espera. Ir é uma coisa.... ir e vir de bicicleta... fica para a próxima!  

Cada um à sua maneira começou os treinos. Uns na estrada, outros no sofá a verem essas magnificas provas provas tipo "Tour de France"!

E chegou o dia de tirar "a prova dos nove"", quem ia e quem ficava.

E assim ficou:


Bruno Pinho
A Bike do Bruno


Pedro Pinho

A bike do Pedro... ou quase!
Filipe Cardoso
A Bike do Filipe


Eu mesmo

A minha Bike
E assim, sexta-feira, dia 17 de Junho estava tudo pronto, combinado e em pulgas para arrancar.

A primeira surpresa veio do S. Pedro que enviou uma chuvinha durante a tarde, que quase nos obrigou a adiar a coisa, quem sabe desta vez para 2020...

Mas à meia noite, ai estavam os 4 mosqueteiros em Santa Maria da Feira prontos para arrancar, no que viria a ser o maior nocturno da minha vida... e creio que dos outros também!


A segunda surpresa ai estava... ficou decidido ir de noite para fugir ao calor de um dia de quase verão. Mas estava uma noite fria como o catano!


E arrancamos!


Os primeiros quilómetros rolaram sem surpresas e sem dificuldades.
Até passar Aveiro, a coisa, mesmo de noite, parecia estar a ser fácil.


Até que nos aparece uma placa de desvio... "Ponte em obras"!
Tchi... e agora? Quais aventureiros, arriscamos pelo tabuleiro em construção, sempre à espera que a coberto da escuridão, o chão se fosse e... Banho para todos!!!!!


Mas deu para passar!


Quando já rolavamos a um ritmo de cruzeiro, demos conta do Filipe a ficar para trás. 
Ora, já cá faltava um furo. Numa estrada escura como a noite. E com uma selva assustadora dos dois lados. Até devia ter animais selvagens e perigosos, tipo grilos... moscas... e MEDO... um coelho ou outro.


Os ciclista deram lugar aos mecânicos profissionais e enquanto o Bruno resolvia o problema, o Pedro olhava para ele, o Filipe olhava para os dois, eu ia sinalizando com os meus poderosos holofotes, a nossa presença aos camiões que nos abanavam com a sua passagem.


Na Figueira da Foz, após uma recta interminável, e logo a seguir à ponte, tinhamos o nosso abastecimento, cortesia da Diana. Houve uma tentativa de sabotagem, quando a rotunda combinada foi mudada para outro lugar da cidade que não aquele. Mas graças a tecnologias de teletransporte, conseguimos coloca-la no sitio onde devia estar!


E seguimos... com o nascer do dia, o cansaço começou a aparecer. Afinal já íamos com 6 horas de viagem. Paragem para reabastecer, desta vez com cafeína.
O Bruno brilhou com o comentário "Estou estúpido!", e ganhou o prémio da noite "Ainda bem que disse a verdade"... 


E no nosso horizonte aparece Leiria! Estava quase... pelo menos pensávamos nós... 


Eu já vos disse que íamos com um GPS? E que ele ia com a indicação de ir pelo caminho mais curto? E ele foi!
Levou-nos pela Serra, por 20km de escalada, onde cada curva, dava a outra subida mais inclinada, qual parede. O Pedro foi atacado pelas caimbras e cada pedalada era um autentico castigo. E no fim da subida, aparecia outra ainda pior que a anterior.
  
Mas o cheiro de Fátima estava perto. E se o Pedro lutava contra as caimbras e contras as subidas e não desistia, nós não podíamos ficar mal.


E assim, qual milagre, apareceu à nossa frente o Santuário...


176 km depois...
Uma viagem de 10h47m, dos quais 8h30m a pedalar...
Uma média de 20.7 km/hora...


Estava o nosso desafio cumprido!


Fica aqui o meu obrigado aos meus companheiros de aventura que até ao fim aguentaram sempre com um sorriso... e não me quiseram espancar por me ter fiado no GPS e termos escalado os Himalaias júniores. 

Wednesday, June 22, 2011



Uma breve história:

O cavalo garrano é um equino de pequena estatura e é um dos representantes ibéricos do cavalo de tipo celta, proveniente das regiões montanhosas do nordeste ibérico. Descendente da fauna glaciar paleolítica, o garrano concentra-se, actualmente, em grupos familiares no nordeste de Portugal. Apesar da sua estatura apresenta-se como um animal corajoso e resistente, tendo sido utilizado, nos tempos da Lusitânia de Viriato, nos confrontos com legiões romanas.

Nas primeiras décadas do século passado, com a submissão das serras portuguesas ao regime florestal, o garrano quase chegou a desaparecer.

Em 1945, por determinação do sub-secretário de Estado da Agricultura, são seleccionados 21 garranos, do efectivo pecuário local, e libertados no vale do Homem, entre as serras Amarela e do Gerês. O objectivo era fomentar a criação de reservas de animais autóctones em todos os perímetros florestais onde isso fosse possível. Alguns dos animais não se conseguiram adaptar, o que tornou necessário efectuar sucessivas aquisições até obter um núcleo de animais tipicamente serranos.Actualmente estão registados cerca de dois mil indivíduos - 1500 adultos e 500 poldros
- dispersos por dezassete concelhos nas províncias do Minho e Trás-os-Montes.

E é uma das minhas perdições sempre que vou ao Gerês... desta vez nem tive que os procurar! 
Eles encontraram-me...
















Gerês, estrada da Mata de Albergaria, 16 Junho de 2011

Saturday, March 12, 2011

Reserva Natural do Estuário Rio Douro



"O  Estuário do Douro, situado entre as margens das cidades do Porto e 
de Vila Nova de Gaia tem uma extensão de cerca de 20 hectares, 
englobando a Baia de São Paio (frente do estuário) e a zona arenosa do 
Cabedelo (parte final do estuário). Dada a sua localização, é um dos 
melhores locais existentes nesta região para a observação de aves 
designadamente as espécies migratórias e limícolas."

Para os mais distraídos, fica mesmo ali onde o Rio acaba e o mar começa...
Quem diria que uma zona onde supostamente a poluição devia ser rainha, afinal mandam os Pássaros... Bem junto ao passeio da marginal, entre a Afurada e a Casa Branca, temos agora um espaço muito bem recuperado, com passadiços, miradouros e informação sobre as espécies existentes.


Todos os primeiros domingos de cada mês, temos uma "visita" guiada por Biólogos que têm todo o prazer em nos explicar "que raio de passaroco" é aquele!

Com ajuda de uns binóculos e de uma boa câmara fotográfica podemos apanhar alguns momentos interessantes...

Como estes:





A próxima vez que forem tomar um café à beira da praia, estiquem as pernas e vejam esta pequena maravilha...

Eles andam aí!